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Pernambucana conquista paladar de portugueses com queijo coalho

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Durante o verão europeu, a pequena fábrica de Maria e Luciano Maia chega a produzir cerca de 1600 kg de queijo por mês. O casal já exporta o produto para muitos países do continente.

Fábia Belém, correspondente da RFI em Portugal

Quando Maria Maia trocou o Brasil por Portugal, no começo de 2015, não pensava em montar uma fábrica de queijo coalho e conquistar o paladar de portugueses “e estrangeiros em geral”, frisa a pernambucana.

Muito consumido no nordeste do Brasil, o queijo coalho está presente em diversos pratos tradicionais da região, como na sobremesa cartola ou no escondidinho de carne de charque ou de camarão, por exemplo.

"A gente come queijo coalho na praia, na rua, nos eventos, com cuscuz, com pão, com tapioca”, explica Maria.

Queijo coalho na mala

Há oito anos, mesmo morando em Portugal, Maria continuava dona de uma empresa com sede no Recife, o que exigia dela idas frequentes à capital pernambucana, de onde sempre trazia, na mala, algumas iguarias típicas do lugar onde nasceu. Foi depois de uma dessas viagens que surgiu a ideia de produzir queijo coalho em terras lusitanas.

Segundo a empresária, em 2015 não existia queijo coalho no país. Para matar a saudade da comida da terra natal, ela trazia, na mala, carne de sol e queijo coalho embalados a vácuo. “Numa dessas idas e vindas, quando cheguei, meu esposo perguntou: ‘Você trouxe o meu queijo?’”. Maria não tinha tido tempo para comprar o produto, mas prometeu fazer o queijo de tradição nordestina.

Para colher mais informações sobre a produção artesanal do queijo coalho, Maia recorreu a parentes que têm pequenos laticínios - empresas de produtos derivados do leite - no interior de Pernambuco. O passo seguinte foi comprar a matéria-prima de uma vacaria e produzir, em casa, o próprio queijo coalho. A prova do produto ficou por conta do marido e dos vizinhos.

“[Eles] acharam [o queijo] delicioso, melhor do que o do Brasil. Eu disse ‘Ótimo, vou fazer uma fábrica’. Comecei a buscar meios de produzir.”

A fábrica

Foi nos arredores de Braga, cidade localizada no norte de Portugal, que Maria Maia e o marido Luciano abriram, no final de 2015, a pequena fábrica de queijo coalho. “Fica dentro de umum curral, onde o leite sai da ordenha direto para as nossas tinas de produção”.

O queijo que produzem é de “leite puro”, garante. “Ele não leva nem um tipo de aditivo nem massa. É um queijo leve e tem essa característica de não derreter. Então, isso chama a atenção das pessoas”, reforça Maria.

“Queijinho das novelas brasileiras”

De acordo com a empresária, em Portugal, o queijo coalho ganhou um novo nome, “pois muitos portugueses já nos falam ‘É o queijinho das novelas brasileiras’. Ela conta que frequentemente recebe telefonemas de clientes portugueses que dizem “Olha, faz muito tempo que eu comi o queijo coalho quando eu fui ao Brasil e tenho saudade”.

Para portugueses e muitos brasileiros, destaca Maria Maia, o queijo coalho acaba por ser um dos produtos da cozinha dos afetos, que revela a estreita relação entre comida e boas lembranças.

“Queijo por si só tem em todo canto. Só que a gente vende a memória afetiva, que é o queijo coalho.”

Clientes

Na fábrica, o casal conta com três funcionários. A equipe produz uma média de 800 quilos de queijo coalho por mês, mas a produção chega a dobrar nos meses de verão. O que é fabricado atende a demanda interna, além dos pedidos que chegam de países como França, Suíça, Itália, Bélgica, Inglaterra, Irlanda, Luxemburgo. “A gente começou a exportar porque era novidade e não existia na Europa, lembra Maria.

Entre os clientes, estão consumidores finais, além de restaurantes e pequenos mercados que vendem produtos brasileiros ou de outras nacionalidades.

Eventos

Nos meses de verão, Maria leva dois food trucks para eventos que acontecem na região norte de Portugal. “Não só da comunidade brasileira”, frisa. “Nós também participamos de eventos tipicamente portugueses, como o Festival do Vinho Verde, Do Bira ao Samba, festivais de cerveja que são produzidos por portugueses”.

Nessas festas de verão, que acontecem todos os finais de semana, o queijo coalho é comercializado assado e servido em pequenos espetos de madeira. Dependendo do gosto, o cliente compra com ou sem oréganos, mas também existe a versão doce com melaço de cana, com doce de leite ou com goiabada cremosa, explica.

“Num evento, no ano passado, um francês comeu oito espetos”, lembra com entusiasmo a empreendedora brasileira, que é psicóloga de formação. Maria Maia diz que tem de se apaixonar por tudo que faz, “senão, a gente não tem sucesso”.

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Durante o verão europeu, a pequena fábrica de Maria e Luciano Maia chega a produzir cerca de 1600 kg de queijo por mês. O casal já exporta o produto para muitos países do continente.

Fábia Belém, correspondente da RFI em Portugal

Quando Maria Maia trocou o Brasil por Portugal, no começo de 2015, não pensava em montar uma fábrica de queijo coalho e conquistar o paladar de portugueses “e estrangeiros em geral”, frisa a pernambucana.

Muito consumido no nordeste do Brasil, o queijo coalho está presente em diversos pratos tradicionais da região, como na sobremesa cartola ou no escondidinho de carne de charque ou de camarão, por exemplo.

"A gente come queijo coalho na praia, na rua, nos eventos, com cuscuz, com pão, com tapioca”, explica Maria.

Queijo coalho na mala

Há oito anos, mesmo morando em Portugal, Maria continuava dona de uma empresa com sede no Recife, o que exigia dela idas frequentes à capital pernambucana, de onde sempre trazia, na mala, algumas iguarias típicas do lugar onde nasceu. Foi depois de uma dessas viagens que surgiu a ideia de produzir queijo coalho em terras lusitanas.

Segundo a empresária, em 2015 não existia queijo coalho no país. Para matar a saudade da comida da terra natal, ela trazia, na mala, carne de sol e queijo coalho embalados a vácuo. “Numa dessas idas e vindas, quando cheguei, meu esposo perguntou: ‘Você trouxe o meu queijo?’”. Maria não tinha tido tempo para comprar o produto, mas prometeu fazer o queijo de tradição nordestina.

Para colher mais informações sobre a produção artesanal do queijo coalho, Maia recorreu a parentes que têm pequenos laticínios - empresas de produtos derivados do leite - no interior de Pernambuco. O passo seguinte foi comprar a matéria-prima de uma vacaria e produzir, em casa, o próprio queijo coalho. A prova do produto ficou por conta do marido e dos vizinhos.

“[Eles] acharam [o queijo] delicioso, melhor do que o do Brasil. Eu disse ‘Ótimo, vou fazer uma fábrica’. Comecei a buscar meios de produzir.”

A fábrica

Foi nos arredores de Braga, cidade localizada no norte de Portugal, que Maria Maia e o marido Luciano abriram, no final de 2015, a pequena fábrica de queijo coalho. “Fica dentro de umum curral, onde o leite sai da ordenha direto para as nossas tinas de produção”.

O queijo que produzem é de “leite puro”, garante. “Ele não leva nem um tipo de aditivo nem massa. É um queijo leve e tem essa característica de não derreter. Então, isso chama a atenção das pessoas”, reforça Maria.

“Queijinho das novelas brasileiras”

De acordo com a empresária, em Portugal, o queijo coalho ganhou um novo nome, “pois muitos portugueses já nos falam ‘É o queijinho das novelas brasileiras’. Ela conta que frequentemente recebe telefonemas de clientes portugueses que dizem “Olha, faz muito tempo que eu comi o queijo coalho quando eu fui ao Brasil e tenho saudade”.

Para portugueses e muitos brasileiros, destaca Maria Maia, o queijo coalho acaba por ser um dos produtos da cozinha dos afetos, que revela a estreita relação entre comida e boas lembranças.

“Queijo por si só tem em todo canto. Só que a gente vende a memória afetiva, que é o queijo coalho.”

Clientes

Na fábrica, o casal conta com três funcionários. A equipe produz uma média de 800 quilos de queijo coalho por mês, mas a produção chega a dobrar nos meses de verão. O que é fabricado atende a demanda interna, além dos pedidos que chegam de países como França, Suíça, Itália, Bélgica, Inglaterra, Irlanda, Luxemburgo. “A gente começou a exportar porque era novidade e não existia na Europa, lembra Maria.

Entre os clientes, estão consumidores finais, além de restaurantes e pequenos mercados que vendem produtos brasileiros ou de outras nacionalidades.

Eventos

Nos meses de verão, Maria leva dois food trucks para eventos que acontecem na região norte de Portugal. “Não só da comunidade brasileira”, frisa. “Nós também participamos de eventos tipicamente portugueses, como o Festival do Vinho Verde, Do Bira ao Samba, festivais de cerveja que são produzidos por portugueses”.

Nessas festas de verão, que acontecem todos os finais de semana, o queijo coalho é comercializado assado e servido em pequenos espetos de madeira. Dependendo do gosto, o cliente compra com ou sem oréganos, mas também existe a versão doce com melaço de cana, com doce de leite ou com goiabada cremosa, explica.

“Num evento, no ano passado, um francês comeu oito espetos”, lembra com entusiasmo a empreendedora brasileira, que é psicóloga de formação. Maria Maia diz que tem de se apaixonar por tudo que faz, “senão, a gente não tem sucesso”.

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